5 técnicas para trabalhar em casa sem se sentir um trapo velho

Em maio de 2008 abri uma loja de brinquedos. Em junho de 2010, após o primeiro choque da crise financeira, fechei a loja depois de liquidar todo o stock. Quis fechar antes de começar a perder dinheiro. Na altura a minha filha tinha 3 anos e o meu filho 9 meses. Para os acompanhar, comecei a trabalhar em casa. Ficar em casa coincidiu com os primeiros meses depois de ter deixado de fumar, mistura explosiva para começar a comer mais e sem grande atenção. Para além de me sentir uma dona de casa sem interesse nenhum também engordei.

Trabalhar em casa, no início, é difícil. A adaptação demora algum tempo, 2 anos segundo me explicou uma especialista. É muito tempo para se adaptar e por isso é melhor meter mãos à obra assim que ficamos em casa. Porquê esperar 2 anos se podemos começar já?

As minhas 5 técnicas para facilitar o trabalho em casa:

  1. Não trabalhar de pijama: leio nos mais variados sites e blogs textos sobre a felicidade de trabalhar em casa e poder estar em pijama. Para mim não dá, o pijama é para dormir e ponto final. Quando me levanto da cama tomo um duche, trato de mim, visto-me e fico pronta a enfrentar o resto do mundo. Ok, há dias em que não me apetece vestir logo até porque vou fazer uma caminhada depois de deixar os miúdos na escola e antes do duche, mas pelo menos visto roupa de desporto. A roupa de de desporto (ou roupa de andar por casa) é gira, não é cara, é coerente com o resto da minha roupa para não me sentir um ET.

  2. Andar, correr, fazer caminhadas, yoga: um bocadinho todos os dias. Estamos em casa, podemos gerir o nosso próprio tempo, pelo menos 30 minutos de exercício por dia. Faz bem à saúde, faz bem à auto-estima, ajuda a não fica balofa, é gratuito! Tento caminhar todos os dias. Caminhar é bom, é natural, cansa menos. Quando chego a casa faço algumas posturas de yoga (podem ir ver no youtube, há muitos videos com explicações). Para aproveitar bem o tempo, aproveito para ouvir audiobooks de trabalho e podcasts.

  3. Vestir-se, maquilhar-se, tratar de si: depois do momento de actividade física matinal, tomo um duche, visto-me e trato de mim se tivesse que sair para ir trabalhar. E vou trabalhar.

  4. Fazer uma alimentação cuidada: ficar em casa faz comer. É verdade. Comer várias vezes ao dia é bom quando são alimentos saudáveis e em pequena quantidade. Frequentemente tenho vontade de comer doces, substituí as barras de chocolate por frutos secos. Não consigo beber a quantidade de água recomendada mas bebo uns 3 a 4 litros de chá. Como gosto do chá doce uso stevia, também ajuda a satisfazer os desejos de açúcar. Aumentei o consumo de legumes e reduzi o consumo de carne (actualmente já nem cozinho carne).

  5. Organização a fundo: é a base de tudo o resto. Organizo tudo, TUDO. Ao sábado faço o menu semanal com base no livro de receitas que estou a usar na altura. A partir desse menu e das receitas faço a lista de compras. A esta lista junto o resto dos items que preciso e que não entram nas receitas. Faço compras sempre com lista. Ao domingo faço o plano de trabalho para a semana. De manhã, antes de acordar e tratar da progenitura, faço o plano de actividades para o dia. Organizar e planear é a parte mais difícil. Como permite poupar tempo e dinheiro, sinto que mereço mimar-me e uso uns planners muito giros. E também há esta loja cheia de planners giríssimos.

Assim de repente isto pode parecer meio complicado de meter em prática. Mas não é. É uma questão de continuar a fazer certas coisas como se fazia antes de ficar em casa (como vestir para sair) e começar a mudar a rotina sem stress. Todas estas actividades acabam por se tornar na rotina. O melhor de tudo é o sentimento de cumprir objectivos, ter tudo bem feito e ainda conseguir ter tempo de qualidade para dedicar à família.